quinta-feira, 28 de junho de 2007

Magos Molhados, english version


At the risk of not being understood, I decided to translate the poem "Magos Molhados" to english, so it may be better understood by whoever isn't familiar to Portuguese. Even though literature isn't really translatable.


"Wet but Wise"


We hurt with no sense, and perspire love.

The wound that stays, recovers hurtfully.

We breathe salt that burns us inside.

It burns as the burning flame that it is.

We change clothes like who bites ones nails.

But with the clothes come memories.

Simple thoughts that call us low.

And the clothes don't go to wash.

They rest in the basket in spirals of rich flavour.

Calling low whoever hears.

So we put words with no sense together.

A colourless melody.

We don't sing because the eyes are already doing it.

Shiny as wet bugs.

They're wise without knowing.

Each foot a wish.

If lost, I don't know.

But felt, for sure.

Di-Arde 4 e a Bruxa Má


Para as Guigas do mundo (porque há sempre mais, não me vá eu esquecer de alguma, mas para a Guiga Verdadeira* em especial), a Bruxa Má não é má.
Sim, eu tinha medo dela, e é constantemente associada a maçãs, vá se lá saber porquê, mas na verdade, é uma figura educativa da sociedade.
Sociedade esta em que brincadeiras são levadas a sério, e jogos a brincar.
Em que é preciso receber bolachas pelo correio.
Assim, ver o Di-Arde 4 em antestreia é uma honra, quem diria que a saga dos dois fogos inimigos continuaria por 4 gerações??? Ainda por cima com o João Bernardo à porta!!! Pitabulls à mistura e coisas que nem lembram a Penalva... Local onde cortar o cabelo é uma grande tradição com direito à cerimónia da videoconferência.
As mutações dos laços familiares são dignas de estudo científico. Conjugações alternadas, feitas algoritmos de acesso.
Infelizmente as Más Fadas não são todas tão persuasiveis como a Dolores.

---Peço tambores para a equipe mais conceituada de Corte e Costura Informático, que tão arduamente trabalhou em Curiculum Vitaes não tão vitais.---
Dolores, tu que destabilizas tantas fadas, tantas bruxas, tanta gente, vê se aprendes com a Mai e dá uns chutes bem dados a quem vires por aí careca com cara de mau - se o são ou não, logo se vê, o importate é acalmares essa fúria destabilizadora - não rasgues mais Air Bags e reconsidera quanto à instalação de um sistema de videovigilância de emergência nos carros.


*Guiga Verdadeira, não impede que as outras o sejam.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Competições de Penas Roxas


Queremos ser os melhores. É um instinto natural, e para isso, competimos.

Como? Não sei bem. mesmo observando apenas consigo comparar tais actos com os pássaros tropicais...

Esvoaçam e batem as asas, incham e piam alto, lutam, dançam, sapateado, flamenco, dança do ventre, serpenteam-se pelos ramos, dando bicadas subtis mas violentas, espalhando as suas penas por tudo quanto é sítio...


"espelho meu, espelho meu, quem terá penas mais belas do que eu?..."


Tudo apenas para ver quem tem as penas mais belas, mais explendorosas, mais brilhantes e ofuscantes...

A vontade de ser melhor é boa, senão estariamos a andar mas parados, como naquelas passadeiras rolantes. Mas já chega de penas a voar.

E a verdade é que já tenho a boca seca de penas roxas que me dificultam a ventilação...

Tenho a certeza de que não somos todos apenas pássaros vorazes e gananciosos.

sábado, 23 de junho de 2007

Magos Molhados


Magoamos sem sentir, e transpiramos amor.

A ferida que fica, sara dolorosamente.

Respiramos sal que nos arde lá dentro.

Queima como chama ardente que o é sempre.

Trocamos de roupa como quem roi as unhas.

Mas com a roupa vêm memórias.

Simples recordações que nos chamam baixinho.

E a roupa não vai pra lavar.

Descança no cesto em espirais de aroma rico.

Chamam baixinho pra quem ouvir.

Aí juntamos palavras sem sentido.

Uma melodia sem cor.

Não cantamos porque os olhos já o fazem.

Brilhantes como escaravelhos molhados.

São magos sem o saberem.

Cada pata um desejo.

Se perdido, nao sei.

Mas sentido, sem duvida.

Cortar as Pestanas



"-Quem trancou o Zippy na casa-de-banho!?"


Com provas incriminadoras não tive outro remédio senão responder que tinha sido eu.

Mas, não foi prepositadamente (não chamem a RSPCA, foram só 5min.)


Numa época pressurizada, sem máscaras de oxigénio a bordo, turbulenta, para alguns asfixiante, cada um está à sua distância do fim da sua rota. (reparar que, neste caso, rota não é sinónimo de vida, apenas de experiência).


Somos simples gás cremoso, de melão, flutuante e agressivo, numa panela de pressão.


Quem decidiu que nós é que nos desenvolvemos? Se somos os únicos, porquê nós? Se não somos, porque dizem que sim?


É me óbvio que não fomos só nós a evoluir. Para mim cada espécie evoluiu e evolui, apenas em direcções diferentes e não opostas.


Fisicamente, talvez em altura, tanto dos nossos corpos como das nossas construções.

Psicologicamente, em coragem ou simples à vontade...às vezes tanta que nos leva a admitir que é preciso cortar as pestanas...


E sim, neste momento há de certeza pessoas que o precisam de fazer.

terça-feira, 19 de junho de 2007

Confessions of a Sand Box


Tentamos e tentamos e não resulta, sabem de certeza como é. Mas já alguém dizia, tenta uma vez e outra, falharás melhor.

É um inigma, como dizer a estes estúpidos humanos que queremos ir ao veterinário?


1º passo: Miar muito alto, imitando aquelas coisas de metal que apitam que eles têm na cozinha.


2º passo: Perto da porta principal, arrastar as chaves pelo chão.


3º passo: Se tudo o resto falhar, engolir um atacador e vomitar em seguida.


Será que percebem? Nem por isso. Mas recentemente desenvolvi uma teoria aproveitando ao máximo os momentos de repouso. É bastante simples:


Os humanos são estúpidos.


Porquê? - perguntam. Passo a explicar, por várias razões...

Primeiro, querem crescer 10 cm numa só noite? - alerta falta de chá, sim porque eu bebo chá.

Segundo, perdem tempo a observar outros elementos da sua espécie, mortos e siliconados - sim, silenciados também.

Terceiro, têm grandes espaços cheios de dossiers com muitos papéis*, referentes a, sei-lá, coisas a que chamam IRS e impostos, aos quais juram uma grande raiva, prestando porém adoração.


Poderia continuar eternamente com estes aspectos demasiado vulgares para alguém da minha classe.

Vamos a algo muito mais interessante, algo que penso que agradará à maioria dos felinos, excluindo obviamente os desertores. Proponho que soltemos uma família de bichinhos da biblioteca naquela grande sala de dossiers e regressemos para o grande festim. Um uso muito mais louvável do espaço. Não concordam?


Pois bem, já vos deixei com alguns conhecimentos por hoje, pois felino viajado é felino aburguesado, regressarei aos meus aposentos solarengos...


com muito gosto,

Zippy Saramago


terça-feira, 12 de junho de 2007

A Forja da Perfeição


Em busca da Perfeição. Durante esta busca, aos olhos de muitos, infindavel, inspiramo-nos nos nossos ideais, predilecções, sonhos... e também nos pormenores que mais nos repulsam, que nos revoltam... procurando destes, unicamente distância.

Todos (quase) nos queremos destacar, fazer girar cabeças ou, quiçá, cabeças rolar.

Porém, hoje acordei mais uma vez e deparei-me com uma questão. Não será que, na falta de perfeição, temos pequenas saliências, protuberâncias, cavidades e covinhas? Talvez preferíssimos que se camuflassem e que se tornassem numa só superfície, lisa e sem irregularidades, ou mesmo nem admitam a sua existência, estando notoriamente a passar por uma fase de negação (sim, eu sei que há teorias contra a existência de tal fase, mas rien a faire - O BLOG É MEU.)

Mas, hoje acordei, como já disse, e pensei, se cada um de nós tem pelo menos uma protuberância ou reentrância que preferia não ter, então, essas desuniformidades completam-se transformando-se na tal superfície lisa e brilhante. Um pouco como aquelas tesouras em Zigue-Zague (apesar de nas minhas mão terem tão pouco uso como funcionalidade), cada lâmina é lisa e brilhante, mas tem a tal irregularidade que encaixa perfeitamente na outra lâmina.

Preocupados? Não estejam meus amigos, apesar desta metáfora apelar para a compreensão entre diferenças de individuos, e nas entrelinhas (passo a explicitar) ler um pedido de fim de narcisismo, nem todas as lâminas são forjadas ao mesmo tempo.

Por isso se por enquanto são nada mais nada menos que uma lâmina solitária, aguardem e arrefeçam, pois asseguro que o forjeiro regressará da sua hora de almoço! - caso contrário correria o risco de ser acusado de abandono do posto de trabalho.


Queridíssimos amigos, a Forja da Perfeição encontra-se visivelmente em horário de Inverno. Aguardamos que o Forjeiro Mestre (o senhor da fotografia é apenas um aprendiz, nada de lhe fazer uma espera.), estipule o horário de Verão.


Estaremos abertos 24/7 (vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana) incluindo fins-de-semana e feriados.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

medo de mim


Nós, seres vivos temos mesmo medo daquilo que não percebemos. Pode ser um tema recorrente, mas é o que me atrai de momento.


Temos medo de não ter razão, de nos magoar. De ter de chorar ou de suspirar, que nos vejam com óculos de ver gente.

Eu tenho medo. Mas, tenho ainda mais medo de ceder às bolhinhas verdes e viscosas corroentes e tóxicas que tenho em reserva pouco protegida. Se elas não existissem, não tinha medo. Mas tenho, porque não as percebo.

Como temos medo daquilo que não percebemos, e não gostamos daquilo que temos medo, tenho a infelicidade de admitir, que não gosto de muita coisa. Quero percebê-las.

As bolhinhas fervilham, e tento esquecê-las, mas só posso diluí-las.

A solução que resta fica viscosa e impotável, imprópria para consumo... mas, quando vagueio nos becos e passagens aéreas dos confins do meu cérebro lá me deparo com a garrafa (de rótulo arrancado e agora inexistente), cansada do percurso tenho sede, abro lentamente a garrafa sem me aperceber, e quando dou por mim, já a solução untou uniformemente a miha garganta e, quando falo as palavras saem mutadas, podres, arrancadas de luz.

De nada serve não falar, pois com o tempo a solução entra na minha corrente sanguínea, apesar de não possuir um cartão Staff, e polui todos os capilares, distrubuíndo-se por mim, injectando o seu núcleo venenoso nos meus neurónios, sabotando a mensagem dos que estão ainda sãos.

Começo num vácuo sem fim, corroendo-me e fervilhando. E é disto que tenho medo. Pois não sei qundo paro.

Acho que às vezes a solução esquece-se de se multiplicar e a fagocitose vence, apesar do sacrificio dos leucócitos sentimentais. Ainda bem.

Tenho medo de um dia me esquecer de parar.

Já parei. Não quero recomeçar.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Correntes de Uso e Influência




Não querendo levar ninguém ao desemprego, isso pertence à jurisdição de outrém, como croissants porque sim. E é uma bela razão. Somos influenciados, mas é com influencias que nos cultivamos, e nos enriquecemos, umas vezes de forma entusiastica que acaba sempre demasiado depressa, outras tão lentamente que nos afogamos, sem remos para onde nos levar.


A melancolia é um factor influenciante, criador de características únicas a cada um.


Também o são a experiência da escola, que muitos não chegam a poder sentir e dizer que foi bom...(idealmente). Mas a escola não funciona para todos. Não se identifica com todos, mas não deixa de ser um dos tais factores.


Não somos só nós os influenciados, se não eu não teria um gato que se pensa tigre ou não teria sido criada aquela personagem do papagaio que se acha cão, naquele filme dos dálmatas.


Somos todos influenciados. nem me dou ao trabalho de discriminar boas ou más influências, pois acho que como acabam por ser uma cadeia, daí que uma má pode ser encurralada por duas boas, ou ao contrário, e depois porque, o conceito de bom e mau é muito subjectivo. Como gostar ou não de roxo. Ou se gosta, ou não. Eu gosto. É bastante simples a meu ver. E daí? Simples também é subjectivo.


Não que eu me recuse a discutir temas subjectivos, apenas hoje não estou com disposição, temo que os meus dedos entrariam em hiperdactilografia e eu não pudesse nunca mais parar.


São as correntes que agora descobri.


domingo, 3 de junho de 2007

Peças de Puzzle num jogo de Xadrez


Somos controlados por um mundo consumista. Do qual é impossivel escapar.

"we can run, but we can't hide"

Está presente em todos os momentos, incessante. É nos incutida a necessidade de comprar. Como se fosse um instinto básico de sobrevivência ( não duvido de que um dia venha mesmo a ser).
Se compramos fazemos publicidade a outros que também compram, que nos fazem publicidade a nós para comprar. Uma vulgar pescadinha de rabo na boca. Mas, a publicidade é boa, porém tem sido alterada, de forma a controlar as multidões. Que, sem terem consciencia de tal, acabam por ser meros peões neste ciclo gerador de lucros que é industria da publicidade em mutação.

Será uma consequência Darwinista? Não me parece. Penso que neste jogo de xadrez que é a sociedade, são os peões que controlam a táctica. Porém atrás destes peões há computadores que foram ajustados minuciosamente por grandes mentes do xadrez. E, assim, sabem prever a próxima jogada e conseguem estar sempre uns enormes passos à frente. Mas, estranhamente, sempre, de pé atrás.

Não conheço o mundo de outra forma, mas suspeito que até D. Afonso Henriques tenha sido atraído para este jogo. Uns de nós são mais vulneráveis, mas não há código de ética que os proteja.

Não escrevo isto por estar zangada, ou porque seja uma das vitimas do jogo que tenha tentado fazer justiça pelas próprias mão sem efeito e que se sinta tentada a informar a DECO. Não.
Apenas entrei numa sequência de pensamentos que se encaixam como peças de puzzle todas iguais. Pensei. Sonhei. Foi só isso.

Mas a minha metáfora parece-me real. As peças são verdadeiras, mexem-se. É um diálogo de códigos secretos, dialectos enigmáticos. Pertencem a um jogo em que só entra quem quer, só que, muitas vezes, os participantes não tem noção dos riscos.

Sem querer ofender esses que dialogam no dialecto que desconheço, são só ideias de alguém que possivelmente pensou demais.