quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Trono de cristal, Chapéu de papel


Aqui estou eu sentada no meu trono.
É assim que me mostro todos os dias aos que pouco conheço. Deve ser assim que me vêem, mas não sei ao certo, pois não conheço os seus olhos.
Sou orgulhosa, sim. Sempre que posso. É neste trono imaginário que dito as minhas sentenças.
Digo-lhes: não me perturbem. Pois este ilusório trono é feito de cristal. E a coroa que vêem, pousada delicadamente nos meus cabelos, esta instável. É na verdade um chapéu de papel.
Ás vezes agarro-me a ela, e mostro-vos, lá do alto do meu trono, como tenho razão.
Dizem-me que sim, acenam com a cabeça. Estão cansados. Cansados de mim. Mas é de vocês que eu preciso, até desses vossos acenos indiferentes…
Vocês é que me podem dar uma escada, ajudar-me na descida, deste trono banal que não me pertence.
É assim. Perto de vós, que conheço os olhos.
Os meus já vocês conhecem, mas é assim, de pertinho, que me descobrem o sorriso. Esse que não consigo esconder.

este foi o nosso natal...







domingo, 23 de dezembro de 2007

Nataliciamente


"É Natal, é Natal, tudo bate o pé..." - isto faz sentido!??

talvez não gostem do Natal por ser, agora, uma festa comercial..mas quero que saibam que só o é se quiserem..

Já pensaram? Têm mãos para quê? Pés para quê? Façam as vossas proprias prendas! Garanto que os presenteados se sentem bem mais especiais.

E já que o Natal é quando o Homem quiser... façam o Natal quando quiserem..todos os dias seria o melhor...já que no Natal as pessoas tendem a ser mais pacíficas...mesmo que forçosamente...

Acho que se assim fosse também não haveria tantos esgotamentos e crises nesta época...

desejo-vos um

FELIZ NATAL...

sorriam, aproveitem, sejam crianças.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

sem título (provavelmete de 2005/06)


Expliquem-me a mim,
que não entendo:
Como me posso expressar
se nem a mais profunda das dores
me é permitida?
Serei assim tão ingénua?
Alma de artista incompreendida
Como posso ajudar
se não conhecer o problema?
Porquê tão grande diferença
entre cruel dor latejante
e euforia dos céus?
Expliquem-me a mim,
Que não compreendo:
Serei assim tão diferente?
Chegarei ao ponto,
de me sentir deslocada?
A coisa que mais odeio é esta vida:
atribulado romance
em que todos têm um papel
menos eu,
que improviso!
Apenas eu me exponho,
como sou verdadeiramente,
mas nem isso posso,
dou por mim a sorrir,
quando na verdade estou a chorar.
Todos se querem assemelhar
escondem a sua verdadeira vida...
A vergonha que sentem
apenas por não combinar...
Outros ainda, se querem destacar
acabando por cometer
tão grande crime que é plagiar!
Não percebo este mundo cruel:
se apenas neste palco
posso gritar
odiado teatro
onde apenas disponho de uma oportunidade.
Depois acabou.
Não tenho vida,
não tenho alma,
não tenho corpo,
não tenho ninguém.
Duvido que continue com esta vontade de gritar
sentimentos desassossegantes,
odiosos,
talvez desconhecidos,
fervilham em mim!
Gritar
Chorar
Até não me lembrar
do que estava antes a murmurar...
Pois é essa a impressão que tenho..
Como gritar
se voz não tenho?
Cruel espectador,
porque assistes?
Porque não te vais embora,
e desistes?
Mas se ficares,
prometes contar-me já
o final deste teatro,
que de cor já conheces?
Conta-me tudo,
pois se bem te lembras
estou a improvisar
e uma ajuda
vinha mesmo a calhar.
A fúria que tinha,
já não tenho,
mas fica sabendo:
que volta
como um rebanho..
Grandes injustiças a vão despoletar
E tu, que tens o guião
com o tempo perdes-te nas folhas
pois à medida
que ris e ressonas...
eu, experiência ganho
e finalmente um papel
nesse teu guião.
Um papel
que na verdade
sempre me pertenceu
sempre fui e sempre serei
mais uma artista incompreendida
O meu caminho me espera por esse guião fora...

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

LABREGUICE


"E tu, és labrego?




(nao se deem ao trabalho..pelo que sei ainda nao existe..é só uma labreguice das minhas...que tem obtido uma boa reacção)

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Silêncio de vida


Só eu contemplo as suas caras concentradas, pesadas, inertes.


Só o meu respirar se ouve.


Eis que caem. Não sei bem para onde.


E no seu silêncio levam-me consigo.


Já não se ouve o meu respirar.


Os talheres estão cansados, frios, pesados, parados.


A sua conversa ocorre..mas silencia ainda mais o silêncio.


É este o nosso escuro. Pesado, onde não há golfadas de ar... Perderam-se.
Cairam.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Banco Alimentar - contribuiram??


É tão fácil que não o fazer é crime. Alimentem esta ideia.

Alteração das Regras de Trânsito


Mas que raio!? Anda-se pelo meio da estrada não?? - Ah pois foi!!

Todos Rumo às Nações!!!


Hoje, Amanhã e Depois (7/8/9 de Dezembro) pudémos e podemos ver o expressar das opiniões de activistas da Greenpeace e Action Aid International.


-Contra a Fome

-Contra as Alterações Climáticas

-Contra o Abate das Florestas Africanas


Todos rumo ao Parque das Nações... deixem-se levar pelo entusiasmo, e tomem um partido, não interessa qual..mas tomem..


(podem ver estes protestos na Torre Vasco da Gama..ou no telejornal...)

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

A Ânsia do Tempo

E quando o tempo não passa

e os relógios não andam
A ânsia fervilha
numa frágil tacinha

O tempo não anda
Não pára de não andar
Não avança
Não se cansa
Alguém o faça mudar!

Parados
todos estamos
e cansados
do tempo duvidamos

Tamborilamos
Assobiamos e gritamos
Pois cansados estamos
do tempo esperar

Estamos acorrentados
a este lugar
Por favor
alguém convença o tempo a andar!

Já de unhas roídas
(e boca arreganhada
que não tarda a espumar!)
É raiva sintética
fruto do tempo parar.

E em delírios meio apagados,
estamos conscientes,
mas sonhados.
Fatigados.

Sabemos que nem um tudo nada mudou.
Só que a nossa vela ainda não se apagou.
Para a minha Família.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Filosofando?, Não sei.


Apresento-vos mais uma das minhas espirais de pensamento, durante um aula de filosofia em que provavelmente deveria ter estado a prestar atenção:

A tua ilusão é a minha realidade.
Da ilusão nasce a realidade.
A inexistência traz o ser.
A vontade dá o resultado.
A vontade é a razão.
Sem liberdade não há escolhas.
Sem escolhas não há valores.
Sem liberdade não há valores.

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EU NÃO SEI.
Não sei.

Posso não poder fazer escolhas, mas mesmo não sendo livre posso ter valores.. - Não sei.
Eu sou a minha reflexão. A Humanidade é a sua consciência. - Não sei.
"Só sei que nada sei." - Não sei.
Tudo é relativo, apenas depende da sua definição. - Não sei.
Sei, Sei, Sensei - Não sei.
Se não sei o que sei, o que sei? - Não sei.
A minha realidade é minha, tudo se pode fazer. - Não sei.


EU NÃO SEI, EU PENSO - EU NÃO SEI.
O que chamo pensar, pode não ser verdadeiramente pensar, por isso não sei. - Não sei.~

Não sei - Não sei que não sei, não sei que não sei que não sei - Não sei.


E se souber? - Não sei.

O que é que eu sei?
O que é que é saber?

E que tal: Não sei. ?