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terça-feira, 7 de agosto de 2007

Amor em Dinamarquês - Learn Danish Now! It's easy!!


As palavras são o nosso vento, tanto estão a nosso favor, como contra nós.




O Amor, parece-me um bom princípio.


Vejamos, para aqueles que acreditam em amor à primeira vista ( caso contrário arranjem outra explicação pois o meu cérebro ainda está fatigado de tanta estimulação) pensem na seguinte situação:


"Estão a andar pela rua e de alguma forma são levados para o aeroporto e embarcados num avião direito a Copenhaga. E, explosivamente apaixonam-se pela primeira pessoa dinamarquesa que vêem ( sim, pode ser a hospedeira ou o piloto). Como lhe explicar a situação?


Está certo que muitos deles falam bem inglês, mas já que há tanto interesse em conhecer novas línguas porque não experimetar o dinamarquês? Ora bem , aqui vai:




Amo-te; em linguagem escrita: "Jeg elsker dig"; em fonética melkiana: "Iai elsca dai"




Depois há o grande problema, será que o amor é mútuo? Também tenho solução:


Amas-me de verdade?; em linguagem escrita: "Jeg elsker du mon vierkler mej?"; em fonética melkiana: "Iai elsca du mon viecle mai?"




E então caso a resposta seja positiva suponho que a alegria afluirá às cordas vocais, altura correcta para expulsar um decidido: Eu sou Boss.


Em linguagem escrita: "Jeg er cheffen"; em fonética melkiana:"iai eh chefn"




Por esta altura, expecialmente se se tiverem expressado na rua correndo em círculos, tentando voar, ocasionalmente dando bicadas no chão de tanta alegria, e usarem a modo da crista capilar poderão ouvir qualquer coisa como: "Qiuline!"


Em Portugês: "Galinha!"; em linguagem escrita: "Culine"




Mas não se irão importar pois estarão "hiugue" com o vosso mais recente amor.


Em Português: neste contexto, qualquer coisa como acarinhar; em linguagem escrita: "Hygge"




A propósito, talvez seja bom relembrar as boas maneiras, "Tac", em fonética melkiana, em linguagem escrita: "Tak"; e em Português "Obrigado". "De nada" também não é complicado digam "Sel tac", ou escrevam "Sel tak". E o mais básico dos básicos "Sim" e "Não" respectivamente "Ja" e "Nej", ou em fonética melkiana: "Iá" e "Nai".

DINAMARCA - LIV 07 (click aqui)


Nem sabia aquilo de que estava à espera. Só sei que foi o máximo.


Começando com dois dias em Copenhaga. Já estavam a ser especiais...


Pensar nisto faz com que sinta um pequeno tremelicar de orgulho, afinal sou Guia de Portugal, e assim vivi uma experiência única, que apenas 3200 puderam experimentar também.


Foi único.


Sim, estou cansada e cheiro a fumo apesar de ter tomado banho todos os dias, mas já ninguém me tira isto. É uma memória ainda fresca, que espero ser eterna.


Um campamento que nos encheu de água gelada, revigorante e pura. Supostamente aquecida por painéis solares, já sei. Mas até isso foi bom!


Tantas pessoas, todas diferentes! Nunca me quero esquecer. Tantos nomes, tantas caras, tantas coisas diferentes.


Podem pensar "-Mas quem vai para a Dinamarca no Verão?", já têm a resposta: Nós!! Nós fomos. E quero lá voltar.


Trocas inconscientes de shampoo e voos transbalneáricos de chinelos; simbologia digital recentemente adquirida.


É uma experiencia que não se consegue de mais forma alguma, acampar. As relações apesar de se estenderem por menos tempo são mais condensadas, mais fortes. É diferente. Mais intenso.


Mas é preciso gostar.


Representar Portugal. Viver tudo, tentando chupar até os ultimos restos de tudo com uma palhinha, ainda que tapada. Acho que é assim.


Acho que até já sei falar relativamente bem Médico em inglês e tudo.


Alguns nomes ficam. Kamma, Nina, Olivia, Ida, Hanne, Christine, Sofie, Malene, Nynne, Tobias, Frederic, Christian e de certeza outros.


Meia dúzia de palavras, vulgares, mas penetrantes, chegam, mesmo mal pronunciadas.


Os nomes podem esfumar, as palavras também, mas as recordações, gestos, os sorrisos, esses, não. Ficam para sempre. E os infinitos tripés também.


>> Então foste à Dinamarca, sabes dizer alguma coisa em Dinamarquês?

>> Sei, "iai elsca dai" "iai eh chefn" "qiuline" "iai elsca du mon viecle mai?" "hiugue".

>>Huh?


Foi simplesmente aquilo.

Parte da minha Liv.