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segunda-feira, 10 de março de 2008

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Trono de cristal, Chapéu de papel


Aqui estou eu sentada no meu trono.
É assim que me mostro todos os dias aos que pouco conheço. Deve ser assim que me vêem, mas não sei ao certo, pois não conheço os seus olhos.
Sou orgulhosa, sim. Sempre que posso. É neste trono imaginário que dito as minhas sentenças.
Digo-lhes: não me perturbem. Pois este ilusório trono é feito de cristal. E a coroa que vêem, pousada delicadamente nos meus cabelos, esta instável. É na verdade um chapéu de papel.
Ás vezes agarro-me a ela, e mostro-vos, lá do alto do meu trono, como tenho razão.
Dizem-me que sim, acenam com a cabeça. Estão cansados. Cansados de mim. Mas é de vocês que eu preciso, até desses vossos acenos indiferentes…
Vocês é que me podem dar uma escada, ajudar-me na descida, deste trono banal que não me pertence.
É assim. Perto de vós, que conheço os olhos.
Os meus já vocês conhecem, mas é assim, de pertinho, que me descobrem o sorriso. Esse que não consigo esconder.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

sem título (provavelmete de 2005/06)


Expliquem-me a mim,
que não entendo:
Como me posso expressar
se nem a mais profunda das dores
me é permitida?
Serei assim tão ingénua?
Alma de artista incompreendida
Como posso ajudar
se não conhecer o problema?
Porquê tão grande diferença
entre cruel dor latejante
e euforia dos céus?
Expliquem-me a mim,
Que não compreendo:
Serei assim tão diferente?
Chegarei ao ponto,
de me sentir deslocada?
A coisa que mais odeio é esta vida:
atribulado romance
em que todos têm um papel
menos eu,
que improviso!
Apenas eu me exponho,
como sou verdadeiramente,
mas nem isso posso,
dou por mim a sorrir,
quando na verdade estou a chorar.
Todos se querem assemelhar
escondem a sua verdadeira vida...
A vergonha que sentem
apenas por não combinar...
Outros ainda, se querem destacar
acabando por cometer
tão grande crime que é plagiar!
Não percebo este mundo cruel:
se apenas neste palco
posso gritar
odiado teatro
onde apenas disponho de uma oportunidade.
Depois acabou.
Não tenho vida,
não tenho alma,
não tenho corpo,
não tenho ninguém.
Duvido que continue com esta vontade de gritar
sentimentos desassossegantes,
odiosos,
talvez desconhecidos,
fervilham em mim!
Gritar
Chorar
Até não me lembrar
do que estava antes a murmurar...
Pois é essa a impressão que tenho..
Como gritar
se voz não tenho?
Cruel espectador,
porque assistes?
Porque não te vais embora,
e desistes?
Mas se ficares,
prometes contar-me já
o final deste teatro,
que de cor já conheces?
Conta-me tudo,
pois se bem te lembras
estou a improvisar
e uma ajuda
vinha mesmo a calhar.
A fúria que tinha,
já não tenho,
mas fica sabendo:
que volta
como um rebanho..
Grandes injustiças a vão despoletar
E tu, que tens o guião
com o tempo perdes-te nas folhas
pois à medida
que ris e ressonas...
eu, experiência ganho
e finalmente um papel
nesse teu guião.
Um papel
que na verdade
sempre me pertenceu
sempre fui e sempre serei
mais uma artista incompreendida
O meu caminho me espera por esse guião fora...

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Confessions of a Sand Box - parte III


Bem...caros leitores..isto de vida de gato, ao contrario do que se diz por ai..não é fácil..muito menos a de gato escritor..e tudo porque decidiram fechar a a porta do escritorio...


Ora bem, relatando os últimos tempos aqui em casa...


Aqui a dona (do blog), queixa-se de não saber estudar..e parece estar numa de estragar as suas células epitileais...primeiro ao tentar enfiar-me dentro da gaiola para ir...pronto, já sabem, ao VE-TE-RI-NÁ-RIO...e obviamente tod a familia quis dar numa de profissional ao tentar enfiar-me la dentro..depois porque vá..a culpa é dela, assustou-me e eu saltei até ao tecto..arranhando-a pelo caminho...e depois não sei o quê... uma sobremesa..e um facalhão a cortar um marmelo ou o que era..pimbas lá foi um dedo...(e é mesmo chata..está sempre a mostrar o corte a toda a gente!)

Depois foram todos dar um passeio..mas nãããããoooo..como são HUMANOS não levam trela..e depois veem com desculpas..ah-e-tal mas nós só vamos à FIL..à Arte Lisboa..poispois

Aqui o menino da aldeia não pode ir porquê? que eu saiba há um dia especial na FIL só para animais...porque é que nunca me levam hein???


por isso tem sido esta a minha semana...estranha...


adeus meus caros..

Z. Saramago

domingo, 4 de novembro de 2007

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Vida Matemática


Tal como filósofos em busca da derradeira verdade, nós buscamos o x.
Assim é a vida de um aprendiz de matemática...

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

As Fotocópias: Versão Censurada


Aviso: Postagem não indicada para leitores susceptiveis e/ou politicamente correctos.



Elas que se F****, não tenho paciência.
Veem às resmas e são todas iguais.


Todas com as mesmas falhas e informação.
Quando é que esta impressora pára?
E quem é que paga o ordenado aos ardinas que distribuem esta pseudo-forma-de-vida?


São como aqueles panfletos que são entalados nos limpa-pára-brisas em dias de chuva e que ficam colados ao vidro.


Tão irritantes...


Queria que um dia a tinta faltasse e as fotocópias entrassem em pânico por já não serem iguais...


Aí eu ainda me ria mais...

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Sigh


I just wanna say that even complicated stuff gets sorted out... With time on our side.
In the end we're with who we wanna be.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Time to change (the) World


New things can be scary
Or frightening
But i'ts okay
You've just got to try
And stay

After all,
Life is but a new beggining
Try harder
You'll become close to perfect,
Just in time to try again...
...and do it better.

It might sound like time is repeating itself,
But soon, faster
Without call or notice
It'll all be far...from disaster...

It's only another different world...a step away.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Competições de Penas Roxas


Queremos ser os melhores. É um instinto natural, e para isso, competimos.

Como? Não sei bem. mesmo observando apenas consigo comparar tais actos com os pássaros tropicais...

Esvoaçam e batem as asas, incham e piam alto, lutam, dançam, sapateado, flamenco, dança do ventre, serpenteam-se pelos ramos, dando bicadas subtis mas violentas, espalhando as suas penas por tudo quanto é sítio...


"espelho meu, espelho meu, quem terá penas mais belas do que eu?..."


Tudo apenas para ver quem tem as penas mais belas, mais explendorosas, mais brilhantes e ofuscantes...

A vontade de ser melhor é boa, senão estariamos a andar mas parados, como naquelas passadeiras rolantes. Mas já chega de penas a voar.

E a verdade é que já tenho a boca seca de penas roxas que me dificultam a ventilação...

Tenho a certeza de que não somos todos apenas pássaros vorazes e gananciosos.

sábado, 23 de junho de 2007

Cortar as Pestanas



"-Quem trancou o Zippy na casa-de-banho!?"


Com provas incriminadoras não tive outro remédio senão responder que tinha sido eu.

Mas, não foi prepositadamente (não chamem a RSPCA, foram só 5min.)


Numa época pressurizada, sem máscaras de oxigénio a bordo, turbulenta, para alguns asfixiante, cada um está à sua distância do fim da sua rota. (reparar que, neste caso, rota não é sinónimo de vida, apenas de experiência).


Somos simples gás cremoso, de melão, flutuante e agressivo, numa panela de pressão.


Quem decidiu que nós é que nos desenvolvemos? Se somos os únicos, porquê nós? Se não somos, porque dizem que sim?


É me óbvio que não fomos só nós a evoluir. Para mim cada espécie evoluiu e evolui, apenas em direcções diferentes e não opostas.


Fisicamente, talvez em altura, tanto dos nossos corpos como das nossas construções.

Psicologicamente, em coragem ou simples à vontade...às vezes tanta que nos leva a admitir que é preciso cortar as pestanas...


E sim, neste momento há de certeza pessoas que o precisam de fazer.

terça-feira, 12 de junho de 2007

A Forja da Perfeição


Em busca da Perfeição. Durante esta busca, aos olhos de muitos, infindavel, inspiramo-nos nos nossos ideais, predilecções, sonhos... e também nos pormenores que mais nos repulsam, que nos revoltam... procurando destes, unicamente distância.

Todos (quase) nos queremos destacar, fazer girar cabeças ou, quiçá, cabeças rolar.

Porém, hoje acordei mais uma vez e deparei-me com uma questão. Não será que, na falta de perfeição, temos pequenas saliências, protuberâncias, cavidades e covinhas? Talvez preferíssimos que se camuflassem e que se tornassem numa só superfície, lisa e sem irregularidades, ou mesmo nem admitam a sua existência, estando notoriamente a passar por uma fase de negação (sim, eu sei que há teorias contra a existência de tal fase, mas rien a faire - O BLOG É MEU.)

Mas, hoje acordei, como já disse, e pensei, se cada um de nós tem pelo menos uma protuberância ou reentrância que preferia não ter, então, essas desuniformidades completam-se transformando-se na tal superfície lisa e brilhante. Um pouco como aquelas tesouras em Zigue-Zague (apesar de nas minhas mão terem tão pouco uso como funcionalidade), cada lâmina é lisa e brilhante, mas tem a tal irregularidade que encaixa perfeitamente na outra lâmina.

Preocupados? Não estejam meus amigos, apesar desta metáfora apelar para a compreensão entre diferenças de individuos, e nas entrelinhas (passo a explicitar) ler um pedido de fim de narcisismo, nem todas as lâminas são forjadas ao mesmo tempo.

Por isso se por enquanto são nada mais nada menos que uma lâmina solitária, aguardem e arrefeçam, pois asseguro que o forjeiro regressará da sua hora de almoço! - caso contrário correria o risco de ser acusado de abandono do posto de trabalho.


Queridíssimos amigos, a Forja da Perfeição encontra-se visivelmente em horário de Inverno. Aguardamos que o Forjeiro Mestre (o senhor da fotografia é apenas um aprendiz, nada de lhe fazer uma espera.), estipule o horário de Verão.


Estaremos abertos 24/7 (vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana) incluindo fins-de-semana e feriados.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

medo de mim


Nós, seres vivos temos mesmo medo daquilo que não percebemos. Pode ser um tema recorrente, mas é o que me atrai de momento.


Temos medo de não ter razão, de nos magoar. De ter de chorar ou de suspirar, que nos vejam com óculos de ver gente.

Eu tenho medo. Mas, tenho ainda mais medo de ceder às bolhinhas verdes e viscosas corroentes e tóxicas que tenho em reserva pouco protegida. Se elas não existissem, não tinha medo. Mas tenho, porque não as percebo.

Como temos medo daquilo que não percebemos, e não gostamos daquilo que temos medo, tenho a infelicidade de admitir, que não gosto de muita coisa. Quero percebê-las.

As bolhinhas fervilham, e tento esquecê-las, mas só posso diluí-las.

A solução que resta fica viscosa e impotável, imprópria para consumo... mas, quando vagueio nos becos e passagens aéreas dos confins do meu cérebro lá me deparo com a garrafa (de rótulo arrancado e agora inexistente), cansada do percurso tenho sede, abro lentamente a garrafa sem me aperceber, e quando dou por mim, já a solução untou uniformemente a miha garganta e, quando falo as palavras saem mutadas, podres, arrancadas de luz.

De nada serve não falar, pois com o tempo a solução entra na minha corrente sanguínea, apesar de não possuir um cartão Staff, e polui todos os capilares, distrubuíndo-se por mim, injectando o seu núcleo venenoso nos meus neurónios, sabotando a mensagem dos que estão ainda sãos.

Começo num vácuo sem fim, corroendo-me e fervilhando. E é disto que tenho medo. Pois não sei qundo paro.

Acho que às vezes a solução esquece-se de se multiplicar e a fagocitose vence, apesar do sacrificio dos leucócitos sentimentais. Ainda bem.

Tenho medo de um dia me esquecer de parar.

Já parei. Não quero recomeçar.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Correntes de Uso e Influência




Não querendo levar ninguém ao desemprego, isso pertence à jurisdição de outrém, como croissants porque sim. E é uma bela razão. Somos influenciados, mas é com influencias que nos cultivamos, e nos enriquecemos, umas vezes de forma entusiastica que acaba sempre demasiado depressa, outras tão lentamente que nos afogamos, sem remos para onde nos levar.


A melancolia é um factor influenciante, criador de características únicas a cada um.


Também o são a experiência da escola, que muitos não chegam a poder sentir e dizer que foi bom...(idealmente). Mas a escola não funciona para todos. Não se identifica com todos, mas não deixa de ser um dos tais factores.


Não somos só nós os influenciados, se não eu não teria um gato que se pensa tigre ou não teria sido criada aquela personagem do papagaio que se acha cão, naquele filme dos dálmatas.


Somos todos influenciados. nem me dou ao trabalho de discriminar boas ou más influências, pois acho que como acabam por ser uma cadeia, daí que uma má pode ser encurralada por duas boas, ou ao contrário, e depois porque, o conceito de bom e mau é muito subjectivo. Como gostar ou não de roxo. Ou se gosta, ou não. Eu gosto. É bastante simples a meu ver. E daí? Simples também é subjectivo.


Não que eu me recuse a discutir temas subjectivos, apenas hoje não estou com disposição, temo que os meus dedos entrariam em hiperdactilografia e eu não pudesse nunca mais parar.


São as correntes que agora descobri.


domingo, 3 de junho de 2007

Peças de Puzzle num jogo de Xadrez


Somos controlados por um mundo consumista. Do qual é impossivel escapar.

"we can run, but we can't hide"

Está presente em todos os momentos, incessante. É nos incutida a necessidade de comprar. Como se fosse um instinto básico de sobrevivência ( não duvido de que um dia venha mesmo a ser).
Se compramos fazemos publicidade a outros que também compram, que nos fazem publicidade a nós para comprar. Uma vulgar pescadinha de rabo na boca. Mas, a publicidade é boa, porém tem sido alterada, de forma a controlar as multidões. Que, sem terem consciencia de tal, acabam por ser meros peões neste ciclo gerador de lucros que é industria da publicidade em mutação.

Será uma consequência Darwinista? Não me parece. Penso que neste jogo de xadrez que é a sociedade, são os peões que controlam a táctica. Porém atrás destes peões há computadores que foram ajustados minuciosamente por grandes mentes do xadrez. E, assim, sabem prever a próxima jogada e conseguem estar sempre uns enormes passos à frente. Mas, estranhamente, sempre, de pé atrás.

Não conheço o mundo de outra forma, mas suspeito que até D. Afonso Henriques tenha sido atraído para este jogo. Uns de nós são mais vulneráveis, mas não há código de ética que os proteja.

Não escrevo isto por estar zangada, ou porque seja uma das vitimas do jogo que tenha tentado fazer justiça pelas próprias mão sem efeito e que se sinta tentada a informar a DECO. Não.
Apenas entrei numa sequência de pensamentos que se encaixam como peças de puzzle todas iguais. Pensei. Sonhei. Foi só isso.

Mas a minha metáfora parece-me real. As peças são verdadeiras, mexem-se. É um diálogo de códigos secretos, dialectos enigmáticos. Pertencem a um jogo em que só entra quem quer, só que, muitas vezes, os participantes não tem noção dos riscos.

Sem querer ofender esses que dialogam no dialecto que desconheço, são só ideias de alguém que possivelmente pensou demais.