domingo, 21 de outubro de 2007

"Olá, chamo-me "Maria" e ...não tenho tinteiro."...


... eu, e mais 4 pessoas apresentam problemas na impressora de casa:


  • a velha cantilena da falta de tinta

  • a velha impressora estragada

  • a outra do "só o scanner é que funciona..."

  • ou mesmo, "Não tenho impressora."

Isto de estar na escola e tentar ter bons resultados dá trabalho! Não é que hoje, Domingo, me lembrei que tinha uma apresentação oral de Inglês para fazer! - toca a tratar dela! E diverti-me a fazê-lo! Apresentação em Power Point, texto para entregar, texto para ler com códigos para a apresentação...Reflectir sobre a Educação - que é o tema do projecto...


Chega à parte em que eu carregava no "Imprimir"..e até o faria se não soubesse que a impressora não tem tinteiros!!


Logo a mim!!

sábado, 20 de outubro de 2007

O Sonho da Lua


Escape sagrado,
segredo mil vezes contado,
onde as folhas sibilam
e as aves dançam
onde os pés tocam a água
e a chuva lava a cara
onde a dor não dói
e o tempo passa
onde as mãos se dão
e os pés dançam
no ritmo das folhas sibilantes e das aves dançantes
bailemos no vento
velho amigo do mar salgado
salgados são os peixes
brilhantes e luzidios
e os gatos,
ladrões da meia-noite
de banquetes da lua
onde as estrelas tocam o céu
e o céu toca as estrelas
onde as nuvens não passam de sonhos
sonhos esses que de imaginários ou inatingíveis nada têm
dá me esse teu sonho
esse ladrão da meia-noite
esse peixe salgado
essa tua mão calorosa e seca
feita areia do deserto,
lavado pelo sal do mar
onde nada o peixe brilhante
amigo do gato-ladrão
e do vento e do mar.

Onde me levas Lua?

Será?

"Olá, sou a "Maria" e deixo os sapatos na sala" ?

Quem sou? / Vou arranjar um "e"


Hoje percebi que não sei quem sou...quer dizer, eu sou eu, mas o que é que isto quer dizer??
Não sei o que os outros vêem...Não sei o que ver...
Mas sei o que não sou...(e já não posso dizer "só sei que nada sei.."!)
Não sou...-Nem sei!
Não saber é irritante, misterioso, e não saber como saber é ainda mais!
Disseram-me que é muito dificíl saber realmente como os outros me vêem..mas será que quero saber sequer?? Valerá a pena? E se eu não gostar? Se me arrepender? - Não posso.
Saberei quando tiver de saber...
Mas por agora o "eu sou eu", ou a variante "sou quem sou" terão de chegar! Porque senão começo num rodopio de pensamentos em que fico estática e sinto-me vazia de tudo e sugada daquilo que ainda não sei o que sou... - Puxa! É difícil ser sugada de uma coisa que não sei o que é...
É que não posso dizer "Olá, sou a "Maria" e..." porque não tenho um "e", há algumas mas acho que não são suficientememente definidoras de mim, ei-las:


Hipotese A - "Olá sou a "Maria" e quando chego a casa descalço-me e atiro-me para o sofá."
Hipotese B - "Olá sou a "Maria" e como iogurtes."
Hipotese C - "Olá sou a "Maria"e ..." - nesta altura finjo que desmaio e os meus ouvintes ficam em suspense para saberem o meu "e"...

Já imaginaram ir a uma entrevista de emprego, ou mesmo numa simples conversa, apresentar-me e usar alguma delas?? - fogo! até esta frase tem um "e"
Não são viáveis nem plausiveis, e não posso usá-las para sempre...
Será que preciso de um "e"? Não posso ser a miúda sem "e"? Mas depois esse seria o meu "e"!

Que labirinto!
P.S. A razão principal pela qual não posso dizer "Olá sou a "Maria" e..."
... é que eu não me chamo Maria!:)

domingo, 14 de outubro de 2007


Como guia que sou, na sexta acompanhei, acompanhámos, a Procissão das Velas, fomos um pouco como as guarda-costas do andor que transportava a imagem...É bonito, que se pode dizer?...

Mas houve um momento que me fez confusão, ver que há pessoas que têm como último recurso uma Santa, que ela seja mesmo a sua última hipótese -Não querendo blasfemar, mas é verdadeiramente triste, dói.

Ver que não têm mais nada para que se virar, se ela não os ouvir, então ninguém os escutará.
É tão frio...só.
Não quero sequer imaginar a vida que a pobre senhora dos trapos e bengala tem vivido...Que seja a última.

"Estou a tentar, é um assunto estranho", é o outro espelho da sociedade que vive na caixa que a maior parte de nós tem nas salas - a televisão. Esta verdade não se vê com os olhos, tem de se tocar com as mãos, quanto mais não seja à distância de um pastel de belém...

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

A Viagem de Autocarro - Fui Sardinha!


Pois...Um telefonema a avisar de que já tinha entrado no autocarro, encontrar-nos-iamos na proxima paragem...só que..


...Não previmos que estivesse tao cheio, nem que tanta gente estivesse à sua espera.

Entramos com dificuldades e ainda entraram pessoas depois de nós, demos-lhe um sorriso, quase mal esboçado! - porque fomos esmagadas pelos corpos que por vontade propria se enlatavam no autocarro!!

Ponto da situação (pouco exagerado): eu, ria-me descontroladamente; uma ia ao colo do motrista, estava esmagada contra a outra, tinha um miudo a agarrar-se ao meu cinto para não cair, um homenzeco qualquer a dizer obscenidades ao telemovel, uma senhora quase a ser esmagada na porta, um rapaz a ser convidado para os cabelos pantene atraves do telemovel enquanto uma senhora de terceira idade o fixava atentamente( a "afiambrar-se" como alguém diria...) - despedi-me dele como se o conhecesse ha anos..na verdade so o tinha visto naquele dia... enfim..

Ainda entraram mais pessoas, o motorista perguntava se podia abrir ou fechar a porta, uma lata, foi o que foi! Mas com um bom fim..pudémos visitar a Pseudo-Furada!


sábado, 6 de outubro de 2007

Rent - Seasons of Love - 525,600 minutes


E porque a música é o caminho para o coração, aqui está a (talvez mal escrita) letra de entrada do filme Rent, que me foi emprestado (obrigada Avô Arnaldo da Bibi!) :


"525,600 minutes
525,600 moments so dear
525.600 minutes
How do you measure,
measure a year?
In daylights?
In sunsets?
In midnights?
In cups of coffee?
In inches?
In miles?
In laughter?
In strife?
In 525,600 minutes,
How do you measure a year in the life?
How about love?
How about love?
How about love?
Measure in love.
Seasons of love..!
Seasons of love..!
525,600 minutes
525,600 journeys to plan
525,600 minutes
How do you measure the life of a woman or man?
In truths that she learned or in times that he cried?
In the bridges he burned or in the way that she died?
It's time now, to sing out, tho' the story never ends..
Let's celebrate,
Remember a year
In the life of friends
Remember that love
Remember that love
Remember that love
Measure your life in love..
Seasons of love..!
Seasons of love..!
Measure your life in love."

Rent - Jonathan Larson

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

The Gift, Concerto no CCB






No princípio, fui, mas, talvez, um pouco contrariada, afinal, não sou a maior fã.
À minha frente um gelado já meio derretido, um odor a sandes de frango, que se confirmou com a visão de uma. Aqui e ali pequenas espirais de tabaco se enrolavam, juntando-se às ainda maiores baforadas vindas do palco.
Tudo se passou num espéctaculo de cor, energia e mútua euforia.
Danças estranhas, pessoas diferentes, aposto que nem todas enganadas com a história dos pastéis de belém...de comum só a proximidade geográfica!

Derreti-me da minha postura gelada numa noite ainda morna, típica de fim de Verão, o ritmo nos meus pés, melodia na banda, mas não eram só eles que cantavam...

Grandes e agéis, quais aves de rapina, planavam as câmaras, os SIR(es) de vigia, por pouco não houve decapitações!!

Muito mais do que 645 mãos no ar...apoiavam os sons electrizantes desta dádiva, deste dom, desta banda portuguesa tão prendada. (vejam www.thegift.pt)


The Gift - "átrio" do CCB - 4 de Outubro 2007 - para recordar,

Só esperamos pelo clip a nossa pala!!




quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Vida Matemática


Tal como filósofos em busca da derradeira verdade, nós buscamos o x.
Assim é a vida de um aprendiz de matemática...

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Tecnologia Adolescente


Hoje dei por mim a viver o cúmulo da tecnologia adolescente:


Sentada ao computador, com o MSN ligado, em conversa, a ver um filme no Youtube e a mandar mensagens com o telemovel.


Só falatava estar a ouvir música com o mp3 - interferiria um bocado com o aproveitamento total do filme...

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

As Fotocópias: Versão Censurada


Aviso: Postagem não indicada para leitores susceptiveis e/ou politicamente correctos.



Elas que se F****, não tenho paciência.
Veem às resmas e são todas iguais.


Todas com as mesmas falhas e informação.
Quando é que esta impressora pára?
E quem é que paga o ordenado aos ardinas que distribuem esta pseudo-forma-de-vida?


São como aqueles panfletos que são entalados nos limpa-pára-brisas em dias de chuva e que ficam colados ao vidro.


Tão irritantes...


Queria que um dia a tinta faltasse e as fotocópias entrassem em pânico por já não serem iguais...


Aí eu ainda me ria mais...

domingo, 23 de setembro de 2007

Concerto Radio Macau


Ontem quase passei o dia de pijamas...até que me perguntaram se queria ir ao concerto dos Radio Macau, no Jardim dos Ulmeiros...

Muito bem acompanhada, tive a oportunidade de ver e claro, ouvir o concerto, onde havia 3 mega-fãs...ou mais...
Verdade seja dita, não conheciamos muitas músicas deles, mas pudémos soletrar o "Anzol" e cantarolar o "Elevador da Glória"(?), com o pormenor da forma peculiar com que os elementos da banda tocavam os instrumentos...e à forma como a Xana (vocalista) dançou...
Com direito a um pequeno discurso do Presidente da Junta de Freguesia de Lumiar e tudo!

Estava a precisar de estar com estes amigos...e adorei.


Para ver o MySpace desta Banda Portuguesa vá a: http://www.myspace.com/radiomacau

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Wanted : Problemas Ambientais


Queridos leitores deste Blog,
Venho por este meio pedir-vos que deixem, em forma de Comentário, descritos os problemas ambientais que vos preocupam.

Agradeço desde já a vossa colaboração.
P.S.: Tendo eu prazos a cumprir, adorar-vos ia ainda MAIS se fossem rápidos nas vossas respostas! -- exemplo de chantagem emocional.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Os Lusíadas, Odisseia das Escolas 2007, parte 2

Em relação ao caso relatado em "Os Lusíadas, Odisseia das Escolas 2007", quero informar os leitores de que o problema de Marta já se encontra resolvido e que está a estudar na escola de primeira escolha (onde surgiu uma vaga), apesar de também não ter entrado na sexta escola.

Her Chemical Romance


Neste novo capítulo que há pouco começou...tenho tido a oportunidade de ver, ver tudo, melhor(não sei, talvez), de conhecer, como um refresco que está há muito tempo num copo, quando pomos gelo, fica logo com outro sabor...é mais ou menos isso, eu sou um refresco...por muito estranho que soe!


Hoje conheci entao alguém que numa primeira impressão me pareceu realmente apaixonada por aquilo que faz, não é por acaso que é professora de Física e de Química... Mostrou-se exigente, mas dedicada, aquela pessoa que nos dá a sensação de gostar do seu trabalho...

(sim, já temos trabalhos marcados, but who cares!?)


Utilizou-se de uma expressão que ainda vou ver se é verdade (e é bem possível que seja!), num tom meio ríspido, mas adequado no contexto em que se incluía:


"Em casa todos têm o vosso prato e os vossos talheres, mas não têm ninguém que vos mastigue a comida, pois não? Bem, aqui vai ser a mesma coisa, vão ter de etr o vosso prato e os vossos talheres, e efectivamente, mastigar a vossa comida."


Não sei bem , despertou-me tal interesse, que não tive outra solução senão escutar as palavras que saiam da sua boca.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Sigh


I just wanna say that even complicated stuff gets sorted out... With time on our side.
In the end we're with who we wanna be.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Time to change (the) World


New things can be scary
Or frightening
But i'ts okay
You've just got to try
And stay

After all,
Life is but a new beggining
Try harder
You'll become close to perfect,
Just in time to try again...
...and do it better.

It might sound like time is repeating itself,
But soon, faster
Without call or notice
It'll all be far...from disaster...

It's only another different world...a step away.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Sorri


Ontem tornou-se claro para mim..que família não é so aquela que se junta por laços de sangue... Família, é quem nós quisermos...

Porque ontem, (re)conheci a família que faltava, apesar de não estarem todos...Ganhei uma nova, família acrescida.


Fomos unidos por duas cebolas...se é que me faço entender!...

E sorri.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

For Now I'll Stay


I need, more and more...
To learn, to know,
To learn how to know,
To know what to say,
Not to forget,
Words of wisdom,
So they stay with me...
These thoughts of peace.
So one day I can say: I know...
But for now I can't,
Not yet, it's not right,
It's not that simple,
But one day it will be.
So simple to me,
So my simple eyes will see.
How simple it really can be.
For now, I'll stay,
And think of a way...
There are just somethings I can't obey.
Some rules...they're just untrue.
I need silence, to think of a way.
I can't just run away.
For now,
I'll stay.

domingo, 9 de setembro de 2007

If only


If only I could stop time,
And dream of perfectness
If only I could stop time,
And dream of us...

Say I'm sorry,
Never hurry,
Hug you,
I love you...

No matter what,
I'll be there,
For you, for me,
I know you'll see...

Stop time and say:
I promise, this time,
I'll stay,
Just don't let me down...

That's all I'd ever say...
But to me,
It's simple, clear,
You're there,
Waiting for me.

Your watch ticks,
Faster than mine,
I'm late again.
What a stupid watch of mine!

How come?
How come, I always seem late?
Is it me?
Or is time against me?
Running fast, bursting with faith...

How come time won't stop?
Let me hold you once again?
I need you.
Give me your watch.
Maybe it'll work with me...

Once again I'm late,
It must be a step of faith,
If only I told you...
You would wait.

...for you, Mummy.

A Eterna Questão


Como explicar a um grupo de crianças de quatro a seis anos que têm um Umbigo, e não um Bigo???


E quanto mais explicar a um deles que na verdade não tem três Umbigos, mas sim um Umbigo e dois Mamilos???

sábado, 8 de setembro de 2007

Jardim Botânico, 2ª temp. apresenta: Rebeldia aos 4


Num destes dias tive a honra de conhecer um acto de rebeldia do "nosso" Joãozinho Nirvana, o tal que nos canta Mika, Pink Floyd, e obviamente, Nirvana.
Falo portanto de sair da casa-de-banho a cantar: "Eu não limpei o rabo! Não limpei o rabo!"

Anatomia de uma Bicicleta - 101


Há coisa de dois dias, fomos para o parque passear, para a minha irmã poder dar algum uso à bicicleta em que tem estado e muito bem a aprender a andar...Não é nenhuma Lance Armstrong, como seria de esperar, mas já o faz bastante bem.

O único problema é que sempre que lhe pediamos que desse uma volta um pouco maior ela chegava cansadíssima, além de habitualmente andar a uma velocidade estranhamente baixa...


Foi então que no final do dia, ao lhe perguntarmos porque nunca tentava andar mais depressa percebemos os seu dilema, era muito difícil... porquê? Porque ela não usava as mudanças... porquê? Porque achava que eram níveis de aprendizagem:


1 - para quem ainda está a começar a andar de bicicleta.

2 - para quem já anda um bocadinho melhor.

3 - para quem já vai trabalhar ou para a escola de bicicleta.

4 - para quem já faz longos passeios de bicicleta.

5 - para quem já faz todo o género de truques e acrobacias...


Realmente a vida é dificíl, se ninguém nos ajudar... Mas acho que esta lição é como andar de bicicleta..nunca se esquece!

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

O Arrancar do Wireless




Tudo parou. As janelas no ecrãn começaram a desaparecer e eu saí do escritório.
Qual é o pai que não estaria orgulhoso de ter a sua filha a trabalhar, a ser responsável!?

Talvez esteja orgulhoso, mas não o impediu de desligar a internet.

Como adolescente que sou, considero os meus amigos muito importantes, e havendo meios de comunicação ditos menos primários, mais económicos como o MSN - messenger, este é uma das minha escolhas para falar com os meus amigos.
Chegaram as 22:30, hora limite das conversas...pelo menos para mim, e como em qulaquer conversa, telefónica, cara-a-cara, ou on-line comecei a despedir-me, caso não estejam familiarizados, no MSN podemos falar com várias pessoas ao mesmo tempo, e não é que às 22:31 o meu pai entra de rompante e arranca a caixinha mágica que nos dá acesso à internet.
e como tudo, a grande falha deste maravilhoso MSN é que é dependente da internet....(aceitam-se conselhos de clínicas de desintoxicação).

Não me despedi de todos, ficaram conversas a meio, amigos à seca...

Como querem que não me transforme numa adolescente deprimida, deprimente, revoltada, transtornada, complexada, sem amigos nem felicidade!?
Serei totalmente psícotica, neurotica, floribellesca, retardada e não inserida na sociedade actual!

Bem sei que se vivia bem antes da existência de todos estes meios, mas a verdade é que eles fazem parte da realiade em que a sociedade vive e onde por enquanto ainda me incluo...ainda que pareça muito fútil...
"-Quase vos podia detestar pelas vossas acções mais recentes..." - disse-lhes.

22:43 - "Vá, vamos desligar as luzes, vamos dormir!" - Estarão a gozar comigo!? A minha sociedade não se deita a esta hora!

Ainda por cima já me tinha começado a entreter, a coser uma mala! Tive de me contentar com a lâmpada amarela doentia que tenho na minha mesinha de cabeceira, e assim vou usar óculos!! Que em conjunto com o eventual aparelho que irei usar me darão um aspecto totalmente...hum...aceitável!? Não me parece! ! !

Mas deve ser tradição os adolescentes como eu se sentirem incompreendidos... É esperar que os adultos nos acompanhem! Parece-me bem... aborrecido.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Este Nosso Jardim, segunda temporada


Começou bem, mas desta vez, meninos ainda mais pequeninos nos esperavam. Daqueles que parecem ainda não ter o esfíncter bem treinado - não se assustem, aindo só houve um caso e foi devido ao stress!!!

Todos eles perfeitos para um anúncio da Papa Cerelac.

Uns já veteranos, outros novatos...Guiam-se mutuamente e redescobrem os caminhos dos tempos, os passeios na floresta, perdem o medo da possível formiga que uma vez ia...Sujam-se com tinta da cabeça aos pés, literalmente, escondem-se em esconderijos só deles...e dos amigos.

Sotaques diferentes, de Manchester, "Eu num come disso em caaasa..."; de tipo R - L, "Os latinhos comem alloz?"; de tipo S - SH, "Shabes como she faz isto?"...Sem necessidade de tradução...

Meninos que comem três sopas, meninos que lhes custa comer meia sopa, meninos que comem tudo tudo...mas levam uma eternidade, o eterno problema do lugar onde sentar, e de querer beber sumo antes da sopa...

Viagens ao futuro, ou às cavalitas, com canetas mágicas e muitas cócegas!

Espéctaculos na tenda, ballet à seria com maillot branco interpretado pela Leonor, circo com domadores de tigres de apenas 4 anos, e até concertos de Rock n' Roll - tivemos direito ao Mika, Pink Floyd e até à claque do Sporting, todos estes na voz do ainda pequeno mas grande João Maria...autodidata, nem por isso, teve uma ajudinha dum canal televisivo infantil chamado Panda!

Verdadeiros jogos de escondidas, pela fluorescente Ritinha, camuflada nos muros de bucho...

Cansadíssimos, lancham, e obviamente estão prontos para o dobro da brincadeiras!

Muitas mais aventuras contarei, por isso por hoje retiro-me com uma despedida digna de Desenhos Animados:

"Não percam o próximo episódio, porque nós, também não!!!"

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Os Lusíadas em: Odisseia das Escolas 2007


Não querendo agoirar, mas as nossas adoradas férias eventualmente chegarão ao fim, e esse fim, aproxima-se. E assim, todos retomaremos os nossos postos de trabalho...sendo estes para um grande parte da população, as escolas.

No caso da Marta, nome fictício, o facto de ter de mudar de escola este ano, está a tornar-se um pesadelo: como ficarão a saber aqueles que ainda não sabem, depois do 9º ano de escolaridade, caso queirão continuar os estudos, os alunos têm de escolher uma área para estudar. Tendo 5 escolhas possíveis, Marta optou por seguir Ciências e Tecnologias, e assim, uma vez que supostamente frequentará o 10º ano de escolaridade, tem de mudar de escola. Novas escolhas tiveram de ser feitas, deixando na matrícula assinaladas 5 escolas que desejaria frequentar, por ordem de preferência.

Ora, ao contrário do que se esperaria, Marta não entrou na escola de primeira escolha, acompanhada pelas suas amigas, deparou-se com o facto de também não constar na lista de alunos admitidos na segunda escola, nem na terceira, nem na quarta, e muito menos na quinta, onde fui bastante mal atendida.

Na lei, consta que caso o aluno não seja admitido na última escola da sua lista, esta tem o dever de o contactar informando-o do caso.

Isto pode, ou não eter sido cumprido, pois a mãe de Marta recebeu, durante a sua ausencia para férias, um telefonema não identificado de alguém que desejava discutir a admissão da sua filha nas escolas. Falaram então com a sua antiga escola, que declarou não ser a autora do telefonema, pois Marta já não lhe "pertencia".

Era esta a informação que pretendia obter por parte da quinta escola, se tinham telefonado, ou não. Mas antes que pudessem pedi-la à senhora Fernanda, nome não fictício, "senhora-com-uma-função-que-não-consigo-definir", o telefone na sua secretária tocou.

"-Bom dia, Escola Secundária de Camões, blábláblábláblábláblá..."


--é pouco educado escutar as conversas, mas esta estava a durar tanto tempo que não puderam não ouvir--


"...ai recebeu um postal a dizer que o seu filho entrou na escola? Olhe que bom, tenho aqui uma desgraçada que nem na escola entrou! bláblábláblábláblá..."

"...olhe, chamo-me Fernanda, bláblábláblábláblá..."


Tamborilavam com os dedos no blacão, tossiam e pigarreavam, e no entanto a conversa continuava. Podiam até ter desligado o telefone à senhora. Mas esta conversa durava tanto tempo que quase trocavam receitas pelo telefone!!!

Finalmente ela pousou o auscultador, e nisto as jovens determindas indagaram sobre o telefonema mistério.

D. Fernanda descartou as culpas (que na verdade nem existiam!) afirmando que não tinha acesso a essa informação e bláblábláblá... Assim, pediram o número de telefone da escola, que lhes foi transmitido mas com o aviso de que aquele género de informação também não era partilhada por telefone. "Esperem até às duas que é quando a secretaria abre..." blábláblá... podia até dizer para visitarem o bar...Horários e mais horários estavam a ser vomitados pela D. Fernanda sempre com o aparente objectivo de descartar culpas!

Assim, as jovens decidiram que não estavam pacientes o suficiente para a situação se desenrolar mais, deram as boas-tardes e virando as costas, saíram.

Não se sabe como ficou D. Fernanda, mas calcula-se que tenha continuado a vomitar horários...e a trocar receitas pelo telefone.


Mais tarde foram informadas de que esta situação tem estado a acontecer a vários alunos que querem ingressar no 10º ano este ano. Por isso posso tirar algumas conclusões:

"Em 1992 houve um mini baby-boom."; "O país é governado por D. Fernandas"; "Os alunos de 92 são muito inteligentes"; "Os alunos de 91 são pouco inteligentes"; e outras mais...


Peço apenas que caso despeçam a D. Fernanda do seu posto que me informem. É que ela lembra-me um anuncio que anda a passar, que tem como tema " livre-se do seu mono, já", mas por outro lado parece-me normal que a conservem uma vez que têm panfletos da escola impressos ao contrário. Uma desonra para o autor d'Os Lusíadas.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Possível Epifania


Identidade, Criatividade, Originalidade, são 3 características que acho importante fazer parte do carácter de cada um. Sendo coisas extremamente importantes a meu ver. São insubstituíveis e completamente alteráveis, e no entanto vitais.


Identidade: Aceito que alguns procurem eternamente a sua verdadeira identidade, mas nesse caso considero que é essa a sua identidade. É, para mim, a característica mais alterável. E que se define a partir de tudo o resto. É dependente.


Criatividade: É importante na resolução de todos os problemas, para manter uma boa saúde mental, até. Todos temos criatividade. Apenas se estende mais numas áreas que outras, e por vezes mais exercitada do que noutras... Para ser cultivada precisa de muita inspiração, e precisa daquilo a que se chama "thinking outside the box" ou seja, pensar fora da caixa. É gratificante.


Originalidade: Sempre foi uma coisa que me fez reflectir muito, e que considero tão extremamente importante. Nunca gostei de ser igual a ninguém, sempre detestei ( e acho que para isto já tenho idade para detestar!) que me imitassem, copiassem, e por aí fora... Acho desnecessário. Irrita-me. É mesmo o que mais me irrita, é ver alguém a copiar outra pessoa. É assim seríamos todos iguais. Talvez serei demasiado utopista. Mas acho que ninguém deveria ter vergonha de quem é. Ou sequer tentar ser outra pessoa. Por alguma razão somos todos diferentes!!! Hello!? Estou a abrir algumas cortinas ou assim!? Parece-me óbvio. É talvez a única coisa que pode ser sempre nossa. Pois se alguém tentar copiar alguém isso não faz dela original, apenas muda a sua identidade de " pessoa-à-procura-de-ideias" para "pessoa-que-encontrou-ideias-e-fez-um-copy-paste-da-vida-real"! Chama-se plágio. E agora vem o tema da moda, sim há modas, mas porque andaremos todos com a mesma t-shirt amarela com bolinhas? - sim estou a falar do fenómeno daquilo a que decidi chamar "trouppe dos tops às bolinhas". Porquê!? Para quê!?


Sim, descobriram, não estou a falar disto por acaso. Sim, hoje descobri que alguém que conheço, a meu ver, se tornou demasiado parecido comigo. E assim, e na sequência natural das coisas, irritei-me. Foi momentâneo, mas já sei o que vou fazer. Pode ter sido uma Epifania.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Confessions of a Sand Box - 2nd part


Bem sei que não vos escrevo há muito, membros e apoiantes da comunidade felina leitora.

Mas a verdade é que tenho andado ocupado, e sim, estou a ter um dia afectado ( não, "infectado" não, C'horror!), mas tenho direito a isso, não?
O meu nome acarreta um fado, sabem? O da leitura.
Tenho de ler, é uma necessidade, quase profesica.
Porque um dia, alguém decidiu chamar-me Zippy Saramago. Calhou, sei-lá. Mas também quem me mandou dormir no Livro das Tias da Ana Bola?-Bela inspiração...!

"Gato que é gato, dorme", sempre ouvi dizer... Um momento, - Onde está o meu Sherry!?
Sempre o disse, e continuarei a afirmá-lo, não fui esculpido para uma vida destas!! Sou um gato de classe, boas famílias... E se não fosse o crash de Wall Street em 29 estaria provavelmente a ser massajado, e "salamalequesado" num solar no sul da California. Sim, sei que é verdade, por escrita não poderiam conhecer o meu chiquíssimo sotaque dos eStates... mas sim, obviamente estaria lá. Não é que alguma vez lá tenha estado, mas... estaria lá de certeza...
Mas não-não! Em vez disso decidiram chamar o gato de Zippy (onde é que já se ouviu!?) e levá-lo de Salvaterra de Magos... Ao menos Saramago dá alguma credibilidade...E ainda bem que já não vivemos na idade-média, assim sempre posso subir uns patamares sociais...
Tenho de dar umas lições a estes Humanos, não têm um pingo de dignidade, saem de casa de chinelos a dizer que vão para a praia...Mas quem é que vai à praia? C'horror! Naquela areia imunda onde todos põem os pés..Ao menos os meus Humanos não tiram os chinelos na areia...Sim, sou um gato orgulhoso. treinei-os bem...
Sinceramente,
Z. Saramago

Atenção Víbora Ousada


Mas o que achas que estás a fazer?
Não mudas nada.
Só estás a perder.

Os planos que fazes
São para esquecer.
Vê se trincas a língua, víbora!
Tens olhos p'ra ver!

Apesar de embainhada,
Tenho a espada bem afiada.
Vou ao teu castelo
Ver-te perder.

Achas-te tão lixada.
Estás pronta a morder.
Ainda perdes o fio à meada,
Vá, vai-lá p'ró sofá TV ver.

A tua máscara
É o teu abrigo,
Mas a tua língua áspera
É o meu inimigo.

Por buracos e caminhos,
Escondes-te,
À espera
De uma presa.
Esse teu depósito de veneno
Feito represa.
Pensas que te veneram,
Mas mal te toleram.
Desce lá dessa banqueta,
Que achas pódio.
Vês-te grande vedeta,
Mas quem te olha
Só sente ódio.

Admite,
Esta minha raiva
Encanta-te.
Gostas de ver
Este teu Zé Povinho sofrer.

Já pensaste bem?
Pode ser só fachada...
É que desta luva branca,
Espera-te uma boa chapada.

Fazes de todos mero escarrador.
Mas acredita que cuspir o teu veneno
É tão bom que quase gera amor.

Tem cuidado!
É que esse teu fogo,
Que ainda não sabes cuspir,
Pode ser amor.
Esse grande jogo
Que para ti,
Não passa de fulgor.
É um ardor.
Esse sentimento que me causas,
Pequeno desconforto,
Nada mais que calor.

Já não me afectas,
E nem isso detectas.
Andas assim tão ocupada
Víbora ousada?

Se estás ameaçada,
Espero bem de extinção.
É que tanta crueldade junta
Afoga-me o coração!

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Pretexto para Protesto


Uma pessoa sem cabeça,

Num mundo sem corpo,

Num dia sem fim.

Sem um momento louco,

Tudo parece pouco,

Mas talvez só a mim!

Eu quero ter cabeça,

Quero pensar!

Eu quero um corpo no mundo,

Quero ouvir falar!

Eu quero dias sem fim,

Mas também avançar!

Quero momentos loucos,

Sem significados ocos,

Quero ouvir a Terra rodar!

domingo, 12 de agosto de 2007

O Caso d@ Capa Profanad@


Poderá ser esta mais uma crise de Pitabulling (não confundir com o hediondo Bullying!), porém é importante destacar a urgência da resolução d'O Caso d@ Capa Profanad@.


Há coisa de dois dias PitaBull viu-se confrontada com o facto de @ su@ cap@ ter sido adulterad@. Que é como quem diz, algo ou alguém terá desvigorado este belíssimo exemplar de projecto escolar.


"Como?", oiço perguntar os meus caros leitores, pois bem, é isso mesmo, alguém (ou algo) danificou tanto a minha capa como o meu K. Sendo a estratégia (admito, bastante inteligente) a seguinte: tirando partido das capacidades de uma caneta, muito possivelmente de feltro fina (aprox. 1mm espessura), cor laranja forte, (poderá vir a ser acusada de cumplicidade no acto do crime), desenhou pequenas e desordenadas "bolas" ( não é possível considerá-las círculos) na superfície da letra K colocada na artísticamente inspirante capa de PitaBull.


NA IMAGEM PODEMOS VER A HEADSHOT DOS SUSPEITOS DE CUMPLICIDADE


As investigações vão continuar, e em breve esperam-se resultados sobre o teste de grafia efectuado a alguns suspeitos.


A família de PitaBull mostra-se renitente quanto ao facto de prestar declarações.
Há sempre a esperança de que o autor do crime se entregue às autoridades pertencentes à jurisdição relacionada.


Esperam-se novos avanços dentro de dias.


Aviso: Neste texto pessoas e factos não são inteiramente fictícios.

Curioso...


Ontem, de regresso a casa, deparei-me com uma coincidência interessante que deambulava pela minha mente, um pequeno e, a meu ver, curioso facto para quem se interessar:


Sporting Clube de Portugal - SCP; se reorganizássemos as siglas dos outros, por assim dizer, grandes de forma a seguirem a mesma estrutura da sigla deste clube, o Benfica transformar-se-ia num banco e o Porto num partido!


Teríamos então o SCP, clube; o BCP, clube; o BCP, banco; o PCP, clube e o PCP, partido.


Estranho, e, curioso!

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Amor em Dinamarquês - Learn Danish Now! It's easy!!


As palavras são o nosso vento, tanto estão a nosso favor, como contra nós.




O Amor, parece-me um bom princípio.


Vejamos, para aqueles que acreditam em amor à primeira vista ( caso contrário arranjem outra explicação pois o meu cérebro ainda está fatigado de tanta estimulação) pensem na seguinte situação:


"Estão a andar pela rua e de alguma forma são levados para o aeroporto e embarcados num avião direito a Copenhaga. E, explosivamente apaixonam-se pela primeira pessoa dinamarquesa que vêem ( sim, pode ser a hospedeira ou o piloto). Como lhe explicar a situação?


Está certo que muitos deles falam bem inglês, mas já que há tanto interesse em conhecer novas línguas porque não experimetar o dinamarquês? Ora bem , aqui vai:




Amo-te; em linguagem escrita: "Jeg elsker dig"; em fonética melkiana: "Iai elsca dai"




Depois há o grande problema, será que o amor é mútuo? Também tenho solução:


Amas-me de verdade?; em linguagem escrita: "Jeg elsker du mon vierkler mej?"; em fonética melkiana: "Iai elsca du mon viecle mai?"




E então caso a resposta seja positiva suponho que a alegria afluirá às cordas vocais, altura correcta para expulsar um decidido: Eu sou Boss.


Em linguagem escrita: "Jeg er cheffen"; em fonética melkiana:"iai eh chefn"




Por esta altura, expecialmente se se tiverem expressado na rua correndo em círculos, tentando voar, ocasionalmente dando bicadas no chão de tanta alegria, e usarem a modo da crista capilar poderão ouvir qualquer coisa como: "Qiuline!"


Em Portugês: "Galinha!"; em linguagem escrita: "Culine"




Mas não se irão importar pois estarão "hiugue" com o vosso mais recente amor.


Em Português: neste contexto, qualquer coisa como acarinhar; em linguagem escrita: "Hygge"




A propósito, talvez seja bom relembrar as boas maneiras, "Tac", em fonética melkiana, em linguagem escrita: "Tak"; e em Português "Obrigado". "De nada" também não é complicado digam "Sel tac", ou escrevam "Sel tak". E o mais básico dos básicos "Sim" e "Não" respectivamente "Ja" e "Nej", ou em fonética melkiana: "Iá" e "Nai".

DINAMARCA - LIV 07 (click aqui)


Nem sabia aquilo de que estava à espera. Só sei que foi o máximo.


Começando com dois dias em Copenhaga. Já estavam a ser especiais...


Pensar nisto faz com que sinta um pequeno tremelicar de orgulho, afinal sou Guia de Portugal, e assim vivi uma experiência única, que apenas 3200 puderam experimentar também.


Foi único.


Sim, estou cansada e cheiro a fumo apesar de ter tomado banho todos os dias, mas já ninguém me tira isto. É uma memória ainda fresca, que espero ser eterna.


Um campamento que nos encheu de água gelada, revigorante e pura. Supostamente aquecida por painéis solares, já sei. Mas até isso foi bom!


Tantas pessoas, todas diferentes! Nunca me quero esquecer. Tantos nomes, tantas caras, tantas coisas diferentes.


Podem pensar "-Mas quem vai para a Dinamarca no Verão?", já têm a resposta: Nós!! Nós fomos. E quero lá voltar.


Trocas inconscientes de shampoo e voos transbalneáricos de chinelos; simbologia digital recentemente adquirida.


É uma experiencia que não se consegue de mais forma alguma, acampar. As relações apesar de se estenderem por menos tempo são mais condensadas, mais fortes. É diferente. Mais intenso.


Mas é preciso gostar.


Representar Portugal. Viver tudo, tentando chupar até os ultimos restos de tudo com uma palhinha, ainda que tapada. Acho que é assim.


Acho que até já sei falar relativamente bem Médico em inglês e tudo.


Alguns nomes ficam. Kamma, Nina, Olivia, Ida, Hanne, Christine, Sofie, Malene, Nynne, Tobias, Frederic, Christian e de certeza outros.


Meia dúzia de palavras, vulgares, mas penetrantes, chegam, mesmo mal pronunciadas.


Os nomes podem esfumar, as palavras também, mas as recordações, gestos, os sorrisos, esses, não. Ficam para sempre. E os infinitos tripés também.


>> Então foste à Dinamarca, sabes dizer alguma coisa em Dinamarquês?

>> Sei, "iai elsca dai" "iai eh chefn" "qiuline" "iai elsca du mon viecle mai?" "hiugue".

>>Huh?


Foi simplesmente aquilo.

Parte da minha Liv.

domingo, 22 de julho de 2007

A Terrinha



Neste Post veremos como Penalva (do Castelo) não é uma Terrinha qualquer, nem pode ser, pois estão em funcionamento ameaças que presupoem gastos desnecessários de água.

Comecemos pela casa da Insua ( ou da Insula como inicialmente percebi). A meu entender serve basicamente de fronteira entre Penalva e Sangemil, e outras, provavelmente.

Conversas especialmente vulgares, soltas e muito dispersas.

Depois temos o fantastico rio, supostamente frequentado por poucas pessoas...deu-me vontade de desenhar. Espalhar carvão, esborratá-lo e tal.

Antes disso temos um bom passeio, refrescante, pode-se dizer.

No regresso tentativas de salvamento, rejeitadas...

Todos conhecemos aquelas viagens de carro em que se pergunta indefinidamente
"- Já chegámos?"; esta não foi uma delas... :)

Plantas magníficas, viagens mutantes, gémeos siameses de idades diferentes, acompanhados pelo nascimento dos Irmãos Cebola...

Quem sabe algum dia virão a ser tão conhecidos como os irmão Wrong -- ou era Wright?

Aconselho. Nem que seja só pelo doce de framboesa e boa disposoção...!


Aviso: isto não é um guia turístico, se bem que dada a desorganização até poderia ser um.

sábado, 21 de julho de 2007

Este Nosso Jardim


Ás vezes temos medo de tentar.

Não foi preciso. A genuinidade transparece e transpira, impregnando a nossa pele, com um cheiro bastante característico.

Eram as crianças.

Sim, chegámos um pouco tarde, e elas já se estavam a conhecer. Entre risos e descobertas e por acaso bifes assados também, lá encontrámos o nosso lugar.

Aceites como parte do clã, entrámos em acção, aceitando as suas brincadeiras e mostrando-lhes outras nossas...

Polícias, ladrões e outros que tais, por vezes esquecidos apenas pela fome do almoço. Entre folhagem densa e intrigante, caminhos batidos, pouco esquecidos.


Ambientes esvoaçantes, leves e ritmados. Protestos para ignorantes. Um sussuro brisado leva-nos os pés e flutuamos por entre as figueiras várias.

E então ouvimos, uma risada, alegre, despreocupada, são os polícias e os ladrões, na brincadeira do almoço, por entre baba de lesma e lasanha de peixe.

Segredos secretos, pouco concretos, pessoas especiais que encontrando-se dançam, representam algo tão vastamente importante como o sul de "Portugale".


Beijos envergonhados, despedidas inesperadas, confusões metropolitanas num jardim secreto que será sempre o nosso.

Plantas por fora, gente por dentro, são as adaptações que fizemos, chamando todos para ser também uma borboleta leve e esvoaçante e sonhar, neste nosso jardim.

sábado, 14 de julho de 2007

You've Been Punk'd


Tensão planetária.

Tensão.

Trabalho.

Obrigações.

Um livro por fazer.

Ambiente pesado.

Dedos cansados.

Um telefone toca.

Atendemos.

-Boa noite, daqui Jorge Figueiredo, departamanto Novas Profissões. Ligamos pois tem estado a interromper a nossa entrevista com uma amiga sua, e sabendo que tem relativamente a mesma idade, aproveitamos e fazemos-lhe a mesma pergunta: Se tivesse de escolher uma profissão hoje para o resto da sua vida, qual seria?


À boa moda americana, este seria o ínicio de uma emboscada dos tempos modernos.

- Ahh, estilista.

- Muito bem, esteticista.

- Não, estilista.

- Certo especialista, de quê?

- Estilista.

- Certo, muito obrigada, voltaremos a contactá-la.

Sim, hoje em dia não se sabe quem toca à porta, e o perigo pode passar pelos orificios telefónicos, mas, e mesmo já não sendo Carnaval, uma brincadeira, ninguém leva a mal - pelo menos durante muito tempo!

sábado, 7 de julho de 2007

Falarei do que Não irei Falar ou As várias formas do Não


Não, hoje não vou escrever sobre as sete maravilhas do mundo.Não neste dia em que todos se centram num só tema, existem sempre outros, apesar deste interesse comum.

Para ser mais precisa esta foi a única vez que me vou referir a elas na reacção química de hoje.


Sim estou do contra, e depois??


Também não vou falar da énésima vez em que o Sire da casa se trancou na despensa.

Nem do calor que se tem feito sentir.

Nem de sushi.

Tão pouco da forma como a senhora da telavisão canta os números das Bolinhas coloridas.

Muito menos desta falta de paciência que aparentemente me tem assombrado.


Assim, uma questão deixa-me com curiosidade:

-Falei ou não daquilo que não queria falar?

segunda-feira, 2 de julho de 2007

O Poder da Mente


Não pretendo que este texto seja esotérico, apenas que exerça uma certa reflexão - no final saberei se consegui ou não sendo isto uma reflexão.

Escrevendo hoje talvez duma forma mais séria, mas não necessariamente mais pesada, reflectamos.

Considero o poder da mente crucial, decisivo.

Porém, mundano, é a velha história do copo meio cheio/meio vazio. Acreditamos naquilo que queremos. E, por consequência, vemos aquilo em que acreditamos.

Há histórias pungentes sobre pessoas que não queriam receber orgãos transplantados, e cujo corpo rejeitou esses orgãos. Para mim, não é só uma coincidência.

É este poder, talvez positivo, mas de certeza por vezes negativo, que nos faz acreditar e conotar os elementos desta vida.

Este poder a meu ver inexplicavel por enquanto, faz-nos decidir se gostamos ou não de lavar a loiça, de engomar, ou de gelado de limão. Ficar zangados, ou rir à gargalhada, acho que também são definidos por ele.

Gostam de azul? É provavel que sim, mas e se, na verdade todos gostamos da mesma cor, mas vê-mo la de formas diferentes? Eu gosto de azul. Mas quem gostar de amarelo se calhar também gosta da mesma cor, apenas a vê de uma forma diferente.

Se calhar o amarelo e o azul são ambos verde. Porquê verde? Só se chama verde porque foi decidido assim. Se quisermos podemos chamá-lo chocolate. O único problema seria entendermo-nos se cada um de nós desse o nome que quisesse a cada coisa.

(Provavelmente até se criariam muitos casos jurídicos por plágios de nomes dados a coisas. Mas será que os Tribunais funcionariam melhor'? Não me parece. Os nomes são bons. Mas isto é pura semantica - e isto que se diz??

É como aquele tão falado livro do segredo para a felicidade, é preciso acreditar que já temos o que queremos para o ter...ou algo assim.


Ver um gato preto, é bom, ou dá azar, talvez seja indiferente...É este o Poder da nossa Mente.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Magos Molhados, english version


At the risk of not being understood, I decided to translate the poem "Magos Molhados" to english, so it may be better understood by whoever isn't familiar to Portuguese. Even though literature isn't really translatable.


"Wet but Wise"


We hurt with no sense, and perspire love.

The wound that stays, recovers hurtfully.

We breathe salt that burns us inside.

It burns as the burning flame that it is.

We change clothes like who bites ones nails.

But with the clothes come memories.

Simple thoughts that call us low.

And the clothes don't go to wash.

They rest in the basket in spirals of rich flavour.

Calling low whoever hears.

So we put words with no sense together.

A colourless melody.

We don't sing because the eyes are already doing it.

Shiny as wet bugs.

They're wise without knowing.

Each foot a wish.

If lost, I don't know.

But felt, for sure.

Di-Arde 4 e a Bruxa Má


Para as Guigas do mundo (porque há sempre mais, não me vá eu esquecer de alguma, mas para a Guiga Verdadeira* em especial), a Bruxa Má não é má.
Sim, eu tinha medo dela, e é constantemente associada a maçãs, vá se lá saber porquê, mas na verdade, é uma figura educativa da sociedade.
Sociedade esta em que brincadeiras são levadas a sério, e jogos a brincar.
Em que é preciso receber bolachas pelo correio.
Assim, ver o Di-Arde 4 em antestreia é uma honra, quem diria que a saga dos dois fogos inimigos continuaria por 4 gerações??? Ainda por cima com o João Bernardo à porta!!! Pitabulls à mistura e coisas que nem lembram a Penalva... Local onde cortar o cabelo é uma grande tradição com direito à cerimónia da videoconferência.
As mutações dos laços familiares são dignas de estudo científico. Conjugações alternadas, feitas algoritmos de acesso.
Infelizmente as Más Fadas não são todas tão persuasiveis como a Dolores.

---Peço tambores para a equipe mais conceituada de Corte e Costura Informático, que tão arduamente trabalhou em Curiculum Vitaes não tão vitais.---
Dolores, tu que destabilizas tantas fadas, tantas bruxas, tanta gente, vê se aprendes com a Mai e dá uns chutes bem dados a quem vires por aí careca com cara de mau - se o são ou não, logo se vê, o importate é acalmares essa fúria destabilizadora - não rasgues mais Air Bags e reconsidera quanto à instalação de um sistema de videovigilância de emergência nos carros.


*Guiga Verdadeira, não impede que as outras o sejam.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Competições de Penas Roxas


Queremos ser os melhores. É um instinto natural, e para isso, competimos.

Como? Não sei bem. mesmo observando apenas consigo comparar tais actos com os pássaros tropicais...

Esvoaçam e batem as asas, incham e piam alto, lutam, dançam, sapateado, flamenco, dança do ventre, serpenteam-se pelos ramos, dando bicadas subtis mas violentas, espalhando as suas penas por tudo quanto é sítio...


"espelho meu, espelho meu, quem terá penas mais belas do que eu?..."


Tudo apenas para ver quem tem as penas mais belas, mais explendorosas, mais brilhantes e ofuscantes...

A vontade de ser melhor é boa, senão estariamos a andar mas parados, como naquelas passadeiras rolantes. Mas já chega de penas a voar.

E a verdade é que já tenho a boca seca de penas roxas que me dificultam a ventilação...

Tenho a certeza de que não somos todos apenas pássaros vorazes e gananciosos.

sábado, 23 de junho de 2007

Magos Molhados


Magoamos sem sentir, e transpiramos amor.

A ferida que fica, sara dolorosamente.

Respiramos sal que nos arde lá dentro.

Queima como chama ardente que o é sempre.

Trocamos de roupa como quem roi as unhas.

Mas com a roupa vêm memórias.

Simples recordações que nos chamam baixinho.

E a roupa não vai pra lavar.

Descança no cesto em espirais de aroma rico.

Chamam baixinho pra quem ouvir.

Aí juntamos palavras sem sentido.

Uma melodia sem cor.

Não cantamos porque os olhos já o fazem.

Brilhantes como escaravelhos molhados.

São magos sem o saberem.

Cada pata um desejo.

Se perdido, nao sei.

Mas sentido, sem duvida.

Cortar as Pestanas



"-Quem trancou o Zippy na casa-de-banho!?"


Com provas incriminadoras não tive outro remédio senão responder que tinha sido eu.

Mas, não foi prepositadamente (não chamem a RSPCA, foram só 5min.)


Numa época pressurizada, sem máscaras de oxigénio a bordo, turbulenta, para alguns asfixiante, cada um está à sua distância do fim da sua rota. (reparar que, neste caso, rota não é sinónimo de vida, apenas de experiência).


Somos simples gás cremoso, de melão, flutuante e agressivo, numa panela de pressão.


Quem decidiu que nós é que nos desenvolvemos? Se somos os únicos, porquê nós? Se não somos, porque dizem que sim?


É me óbvio que não fomos só nós a evoluir. Para mim cada espécie evoluiu e evolui, apenas em direcções diferentes e não opostas.


Fisicamente, talvez em altura, tanto dos nossos corpos como das nossas construções.

Psicologicamente, em coragem ou simples à vontade...às vezes tanta que nos leva a admitir que é preciso cortar as pestanas...


E sim, neste momento há de certeza pessoas que o precisam de fazer.

terça-feira, 19 de junho de 2007

Confessions of a Sand Box


Tentamos e tentamos e não resulta, sabem de certeza como é. Mas já alguém dizia, tenta uma vez e outra, falharás melhor.

É um inigma, como dizer a estes estúpidos humanos que queremos ir ao veterinário?


1º passo: Miar muito alto, imitando aquelas coisas de metal que apitam que eles têm na cozinha.


2º passo: Perto da porta principal, arrastar as chaves pelo chão.


3º passo: Se tudo o resto falhar, engolir um atacador e vomitar em seguida.


Será que percebem? Nem por isso. Mas recentemente desenvolvi uma teoria aproveitando ao máximo os momentos de repouso. É bastante simples:


Os humanos são estúpidos.


Porquê? - perguntam. Passo a explicar, por várias razões...

Primeiro, querem crescer 10 cm numa só noite? - alerta falta de chá, sim porque eu bebo chá.

Segundo, perdem tempo a observar outros elementos da sua espécie, mortos e siliconados - sim, silenciados também.

Terceiro, têm grandes espaços cheios de dossiers com muitos papéis*, referentes a, sei-lá, coisas a que chamam IRS e impostos, aos quais juram uma grande raiva, prestando porém adoração.


Poderia continuar eternamente com estes aspectos demasiado vulgares para alguém da minha classe.

Vamos a algo muito mais interessante, algo que penso que agradará à maioria dos felinos, excluindo obviamente os desertores. Proponho que soltemos uma família de bichinhos da biblioteca naquela grande sala de dossiers e regressemos para o grande festim. Um uso muito mais louvável do espaço. Não concordam?


Pois bem, já vos deixei com alguns conhecimentos por hoje, pois felino viajado é felino aburguesado, regressarei aos meus aposentos solarengos...


com muito gosto,

Zippy Saramago


terça-feira, 12 de junho de 2007

A Forja da Perfeição


Em busca da Perfeição. Durante esta busca, aos olhos de muitos, infindavel, inspiramo-nos nos nossos ideais, predilecções, sonhos... e também nos pormenores que mais nos repulsam, que nos revoltam... procurando destes, unicamente distância.

Todos (quase) nos queremos destacar, fazer girar cabeças ou, quiçá, cabeças rolar.

Porém, hoje acordei mais uma vez e deparei-me com uma questão. Não será que, na falta de perfeição, temos pequenas saliências, protuberâncias, cavidades e covinhas? Talvez preferíssimos que se camuflassem e que se tornassem numa só superfície, lisa e sem irregularidades, ou mesmo nem admitam a sua existência, estando notoriamente a passar por uma fase de negação (sim, eu sei que há teorias contra a existência de tal fase, mas rien a faire - O BLOG É MEU.)

Mas, hoje acordei, como já disse, e pensei, se cada um de nós tem pelo menos uma protuberância ou reentrância que preferia não ter, então, essas desuniformidades completam-se transformando-se na tal superfície lisa e brilhante. Um pouco como aquelas tesouras em Zigue-Zague (apesar de nas minhas mão terem tão pouco uso como funcionalidade), cada lâmina é lisa e brilhante, mas tem a tal irregularidade que encaixa perfeitamente na outra lâmina.

Preocupados? Não estejam meus amigos, apesar desta metáfora apelar para a compreensão entre diferenças de individuos, e nas entrelinhas (passo a explicitar) ler um pedido de fim de narcisismo, nem todas as lâminas são forjadas ao mesmo tempo.

Por isso se por enquanto são nada mais nada menos que uma lâmina solitária, aguardem e arrefeçam, pois asseguro que o forjeiro regressará da sua hora de almoço! - caso contrário correria o risco de ser acusado de abandono do posto de trabalho.


Queridíssimos amigos, a Forja da Perfeição encontra-se visivelmente em horário de Inverno. Aguardamos que o Forjeiro Mestre (o senhor da fotografia é apenas um aprendiz, nada de lhe fazer uma espera.), estipule o horário de Verão.


Estaremos abertos 24/7 (vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana) incluindo fins-de-semana e feriados.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

medo de mim


Nós, seres vivos temos mesmo medo daquilo que não percebemos. Pode ser um tema recorrente, mas é o que me atrai de momento.


Temos medo de não ter razão, de nos magoar. De ter de chorar ou de suspirar, que nos vejam com óculos de ver gente.

Eu tenho medo. Mas, tenho ainda mais medo de ceder às bolhinhas verdes e viscosas corroentes e tóxicas que tenho em reserva pouco protegida. Se elas não existissem, não tinha medo. Mas tenho, porque não as percebo.

Como temos medo daquilo que não percebemos, e não gostamos daquilo que temos medo, tenho a infelicidade de admitir, que não gosto de muita coisa. Quero percebê-las.

As bolhinhas fervilham, e tento esquecê-las, mas só posso diluí-las.

A solução que resta fica viscosa e impotável, imprópria para consumo... mas, quando vagueio nos becos e passagens aéreas dos confins do meu cérebro lá me deparo com a garrafa (de rótulo arrancado e agora inexistente), cansada do percurso tenho sede, abro lentamente a garrafa sem me aperceber, e quando dou por mim, já a solução untou uniformemente a miha garganta e, quando falo as palavras saem mutadas, podres, arrancadas de luz.

De nada serve não falar, pois com o tempo a solução entra na minha corrente sanguínea, apesar de não possuir um cartão Staff, e polui todos os capilares, distrubuíndo-se por mim, injectando o seu núcleo venenoso nos meus neurónios, sabotando a mensagem dos que estão ainda sãos.

Começo num vácuo sem fim, corroendo-me e fervilhando. E é disto que tenho medo. Pois não sei qundo paro.

Acho que às vezes a solução esquece-se de se multiplicar e a fagocitose vence, apesar do sacrificio dos leucócitos sentimentais. Ainda bem.

Tenho medo de um dia me esquecer de parar.

Já parei. Não quero recomeçar.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Correntes de Uso e Influência




Não querendo levar ninguém ao desemprego, isso pertence à jurisdição de outrém, como croissants porque sim. E é uma bela razão. Somos influenciados, mas é com influencias que nos cultivamos, e nos enriquecemos, umas vezes de forma entusiastica que acaba sempre demasiado depressa, outras tão lentamente que nos afogamos, sem remos para onde nos levar.


A melancolia é um factor influenciante, criador de características únicas a cada um.


Também o são a experiência da escola, que muitos não chegam a poder sentir e dizer que foi bom...(idealmente). Mas a escola não funciona para todos. Não se identifica com todos, mas não deixa de ser um dos tais factores.


Não somos só nós os influenciados, se não eu não teria um gato que se pensa tigre ou não teria sido criada aquela personagem do papagaio que se acha cão, naquele filme dos dálmatas.


Somos todos influenciados. nem me dou ao trabalho de discriminar boas ou más influências, pois acho que como acabam por ser uma cadeia, daí que uma má pode ser encurralada por duas boas, ou ao contrário, e depois porque, o conceito de bom e mau é muito subjectivo. Como gostar ou não de roxo. Ou se gosta, ou não. Eu gosto. É bastante simples a meu ver. E daí? Simples também é subjectivo.


Não que eu me recuse a discutir temas subjectivos, apenas hoje não estou com disposição, temo que os meus dedos entrariam em hiperdactilografia e eu não pudesse nunca mais parar.


São as correntes que agora descobri.


domingo, 3 de junho de 2007

Peças de Puzzle num jogo de Xadrez


Somos controlados por um mundo consumista. Do qual é impossivel escapar.

"we can run, but we can't hide"

Está presente em todos os momentos, incessante. É nos incutida a necessidade de comprar. Como se fosse um instinto básico de sobrevivência ( não duvido de que um dia venha mesmo a ser).
Se compramos fazemos publicidade a outros que também compram, que nos fazem publicidade a nós para comprar. Uma vulgar pescadinha de rabo na boca. Mas, a publicidade é boa, porém tem sido alterada, de forma a controlar as multidões. Que, sem terem consciencia de tal, acabam por ser meros peões neste ciclo gerador de lucros que é industria da publicidade em mutação.

Será uma consequência Darwinista? Não me parece. Penso que neste jogo de xadrez que é a sociedade, são os peões que controlam a táctica. Porém atrás destes peões há computadores que foram ajustados minuciosamente por grandes mentes do xadrez. E, assim, sabem prever a próxima jogada e conseguem estar sempre uns enormes passos à frente. Mas, estranhamente, sempre, de pé atrás.

Não conheço o mundo de outra forma, mas suspeito que até D. Afonso Henriques tenha sido atraído para este jogo. Uns de nós são mais vulneráveis, mas não há código de ética que os proteja.

Não escrevo isto por estar zangada, ou porque seja uma das vitimas do jogo que tenha tentado fazer justiça pelas próprias mão sem efeito e que se sinta tentada a informar a DECO. Não.
Apenas entrei numa sequência de pensamentos que se encaixam como peças de puzzle todas iguais. Pensei. Sonhei. Foi só isso.

Mas a minha metáfora parece-me real. As peças são verdadeiras, mexem-se. É um diálogo de códigos secretos, dialectos enigmáticos. Pertencem a um jogo em que só entra quem quer, só que, muitas vezes, os participantes não tem noção dos riscos.

Sem querer ofender esses que dialogam no dialecto que desconheço, são só ideias de alguém que possivelmente pensou demais.